quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

coito


a vida no cardume dos dias

é alegria mas também é caos



a vida na relva das horas

é paixão mas também acaso



porque é flor é jasmim essa flora

porque é som é perfume essa asa



e nem por isso é jardim o mel

e nem por isso é intimidade a luz



a vida mistura os sonhos o tempo

a vida revela os espaços a dor



a vida no incomum de um eu

a vida comum sem retorno em nós




miltoncésarpontes

3 comentários:

Maria disse...

Na dança obscura/das multidões sem face/escolhemos a esmo/alguma sombra perdida.O eu também perdido/dentre tantos esquecido/já não suporta/lembranças adolescêntricas de amor.Numa terra de busca e fim/penetramos o óbvio/convidamos o acaso/viver,é manter aceso o fogo.E se mais uma vez/sonhos desafiam frustações/ainda que mais uma vez / perde-se no jogo/ainda há a fagulha daquele fogo.Pois se não há mais ilusões/em seu coração sem conflitos/quero apenas o doce olhar para o infinito/ na alma a mesma emoção/dapoesia ser sua oração. clara

Maria disse...

CONVITE PARA QUE VISITES O ILUMINARES. UM PRESENTE DE FIM DE ANO PARA MIM. FELIZ ANO NOVO. MARIA CLARA CURI

bota mais um disse...

milton, nos conhecemos por Adeilton lima, outubro de 2006 em ouro preto. comprei dois de seus livros, acabo de reler "para uma asa quebrada um sopro" e nunca tinha achado tão bonito quanto hoje. Um abraço de poeta, e diga se lembra do que disse! abs http://transmissaoaosvivos.blogspot.com.br/