terça-feira, 27 de janeiro de 2009
permito
eu permito cores em mim
de cócoras num banco sou tela
nas árvores espelhos gotas de chuva
e não sou quem penso ser
quando me apaixono
eu permito sabores em mim
em pé na mesa sou poema
a noite céu pleno de lua
e sou muito diferente de mim
quando estou amando
eu permito perfumes em mim
deitado na praça sou escultura
nas pétalas da flor a suavidade do amor
e existo dentro de você
quando distâncias nos separam
eu permito sons em mim
cantando sou melodia na sua voz
e não tenho segredos demais
se me tocas sonho cometo loucuras
no mundo fora de mim
miltoncésarpontes
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3 comentários:
Que poema absolutamente delicioso de ler!
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